O Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo ou Setecentismo, dominou o século XVIII como uma reação direta ao Barroco. Propunha equilíbrio, clareza e simplicidade, inspirando-se na Antiguidade Clássica. No Brasil, foi a última escola literária da Era Colonial (1768–1808).
O Arcadismo no Brasil: Particularidades
Embora seguindo as convenções europeias, o Arcadismo brasileiro adquiriu traços únicos que prenunciaram o Romantismo:
- Inserção da Cor Local: Uso de paisagens tropicais, flora e fauna brasileiras nos textos.
- Temática Indigenista: O índio começa a aparecer como tema literário, sendo retratado, em alguns casos, como herói épico.
- Sentimento Nativista: O desejo de liberdade e a valorização da terra colonial.
Principais Autores e Obras no Brasil
- Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio): Introdutor do Arcadismo no Brasil com Obras Poéticas (1768). Fundou a Arcádia Ultramarina em Vila Rica. Sua principal obra épica é Vila Rica.
- Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu): Autor de Marília de Dirceu (1792), considerada a obra mais relevante do período. Também é apontado como provável autor de Cartas Chilenas, sátira ao autoritarismo do governo mineiro.
- Basílio da Gama (Termindo Sipílio): Destacou-se pelo poema épico O Uraguai (1769), marcado pela mentalidade anti-jesuítica e pela ausência de rimas e estrofes obrigatórias.
- Santa Rita Durão: Escreveu o poema épico Caramuru (1781), que narra o descobrimento da Bahia e exalta a natureza brasileira com figuras mitológicas.